Companheiros/as metalúrgicos/as:
Há tempo o nosso sindicato vem denunciando que quem vai acabar pagando o pato por esta crise política e econômica gerada pelo grande capital e sobre a qual a classe trabalhadora não tem nenhuma responsabilidade, são os trabalhadores e trabalhadoras de nosso país.
Nestes tempos de golpe, não bastou à classe patronal as demissões em massa, os acordos pra manter os atuais postos de trabalho (lay-off, PPE, banco de horas etc) e a troca de um governo por um outro, corrupto e alinhado com os empresários.
A classe patronal quer mais: quer impor um retrocesso sem precedentes nos direitos trabalhistas e sociais por meio de um Congresso Nacional composto majoritariamente por parlamentares eleitos com o dinheiro das contribuições empresariais; quer que o novo governo ressuscite as bases do neoliberalismo e ponha em prática a teoria do documento chamado “Uma ponte para o futuro”; e quer, via negociações das campanhas salariais, destruir os direitos e benefícios conquistados nos acordos e convenções coletivas ao longo de muitos anos de luta.
Isso ficou evidenciado aqui na nossa categoria na sexta-feira, 3 de junho, quando os empresários metalúrgicos apresentaram um conjunto de propostas que não preveem reajuste de salários, apenas a retirada ou modificação pra pior de direitos históricos.
Veja alguns exemplos abaixo:
– Retirada de Cachoeirinha da mesa de negociações
Como se não bastasse esse ataque violento aos nossos direitos, os patrões propuseram fazer uma nova Convenção específica para a base de Cachoeirinha começando do zero. Ou seja, sem nenhuma garantia.
– Fim do 13º nas férias
Patrões propõem a exclusão da cláusula que garante a antecipação da 1ª parcela do 13º salário por ocasião das férias;
– Quinquênio – extinção
Patrões querem extinguir o qunquênio para trabalhadores/as admitidos a partir de 30/04/2016 e excluir a norma que garante a atualização do valor da parcela de salário pelo percentual de reajuste conquistado
– Compensação de sábados
Patrões propõem a possbilidade de se trabalhar dois sábados por mês como jornada compensatória normal
– Compensação de feriados ou banco de horas
Patrões propõem a retirada da possibilidade de a maioria dos trabalhadores/as decidirem sobra estas compensações
– Data-base
Patrões não concordam com a manutenção da data-base da nossa categoria em 1º de maio
– Outras exclusões
Patrões propõem a exclusão total ou de itens de outras importantes cláusulas, entre elas as que tratam do pagamento de salários, fornecimento de recibos de salário, descontos autorizados, diretrizes para negociação de PLR, comunicação dos motivos de rescisão com “justa causa”, garantia de emprego ao alistando, licenças não remuneradas, formação da Comissão Intersindical de Saúde, Cipas e medidas de prevenção de acidentes, horas extras em domingos e feriados, ajuda de custo aos estudantes, contratos de experiência, aviso prévio/homologação, compensações diversas, equipamentos de proteção e uniformes, exames suplementares, entrega de atestados médicos, redução do número de dirigentes sindicais, entre outras








