Para o piso salarial da categoria, serão aplicados os mesmos percentuais conquistados no reajuste salarial. Portanto, retroativamente a maio, o piso para trabalhadores/as efetivados/as (após 90 dias) passa a valer R$ 1.163,80 por mês (R$ 5,29 por hora); em setembro, R$ 1.177,00 por mês (R$ 5,35 por hora); e em dezembro, R$ 1.232,00 por mês (R$ 5,60 por hora).
Para aqueles que foram contratados recentemente (primeiros 90 dias), o piso inicial em maio passa a valer R$ 1.090,68 por mês; em setembro, R$ 1.101,17 por mês; e em dezembro, R$ 1.151,82 por mês.
Para os aprendizes, o piso será de R$ 880,00 mensais (R$ 4,00 por hora) e nunca poderá ser inferior ao salário mínimo nacional.
DIFERENÇAS SALARIAIS
As diferenças salariais decorrentes do reajuste retroativo a 1º de maio, serão pagas na folha de pagamento de agosto. Caso a empresa não consiga incluir na folha deste mês, deve pagar as diferenças salariais impreterivelmente na folha de pagamento de setembro.
Fique atento/a, confira seu contracheque e procure o sindicato caso identifique algum erro.
DEMAIS CLÁUSULAS
Para aprovar a proposta patronal acima, os trabalhadores e trabalhadoras presentes na assembleia geral consideraram o fato de os patrões terem desistido de propor a retirada ou flexibilização de avanços conquistados pela categoria ao longo de muitos anos de luta nas convenções coletivas. Também consideraram a não retirada da base de Cachoeirinha das negociações do Estado, que reúne outros 17 sindicatos metalúrgicos e a Federação dos Metalúrgicos do RS. Portanto, ficam mantidas e inalteradas todas as cláusulas sociais da Convenção Coletiva passada.
CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL
Na assembleia geral do dia 19 de agosto, foi aprovada a contribuição negocial de 4%, a ser descontada em 2 vezes: 2% em setembro e 2% em dezembro, ambos descontos limitado ao valor de R$ 155,76. Também foi aprovado o desconto de 0,8% em novembro para o Fundo Solidário, com limite máximo de R$ 41,54.
Por fim, foram aprovadas as datas de oposição ao desconto assistencial. Democraticamente, conforme prevê a convenção coletiva, os trabalhadores e trabalhadoras não-associados, munidos de identidade e CPF, podem manifestar oposição à esta contribuição negocial nos seguintes dias, local e horários: Dias 12, 13, 14, 15 e 16 de setembro, na sede do sindicato em Cachoeirinha (Av. Fernando Ferrari, 136 – Bairro Regina), das 8h às 18 horas.
Cabe sempre ressaltar que a contribuição negocial é cobrada apenas daqueles trabalhadores e trabalhadoras que, embora sejam beneficiados com os reajustes e avanços conquistados, não contribuem financeiramente para sustentar a luta. Ou seja, os associados que pagam as mensalidades e os demais companheiros e companheiras que contribuem com o confederativo, não pagam esta contribuição.
Atenção: Quem estuda tem mais benefícios
A nova Convenção Coletiva de Trabalho privilegia os/as trabalhadores/as que estudam. A “ajuda de custo ao estudante” e o “auxílio formação profissional” determinam valores que aliviam o bolso daqueles que investem no seu futuro educacional e profissional.
A cláusula que trata da Ajuda de Custo ao Estudante determina para os trabalhadores/as efetivados, com salários de até R$ 4.928,00, um valor equivalente a R$ 1.232,00, a ser pago em duas parcelas iguais. A primeira até mais tardar 30 de setembro e a segunda, até 30 de novembro. A cláusula que trata do Auxílio Formação Profissional determina para trabalhadores com mais de 180 dias no emprego e que frequentam regularmente cursos profissionalizantes um ressarcimento de 50% das despesas com inscrição e mensalidades, até um limite total e anual no valor de R$ 1.232,00.
Se você é estudante, fique atento/a aos prazos, encaminhamentos e documentações necessárias para comprovar o estudo (matrícula, frequência, valores etc). Em caso de dúvidas, procure nosso sindicato.
Retrospectiva: Mobilizações nas fábricas foram fundamentais
Mais uma vez as mobilizações nas fábricas foram consideradas como fundamentais para a conquista de um acordo satisfatório. O sindicato esteve em várias fábricas da categoria (veja algumas delas nas fotos) nas frias manhãs deste inverno e encontrou muita disposição de luta e participação de todos os metalúrgicos. «Certamente, isso mexeu com a mesa de negociações. Os patrões sentiram o grau de insatisfação dos trabalhadores e trabalhadoras e entenderam que a principal reivindicação deveria ser respeitada, que era a reposição da inflação nos salários», resumiu Marcos Muller, vice-presidente.
As mobilizações também contribuíram para que os patrões desistissem da proposta de excluir ou flexibilizar 16 cláusulas importantes da Convenção Coletiva, conquistada ao longo de muitos anos de luta, e tirar a base de Cachoeirinha da mesa de negociações estadual dos metalúrgicos.
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