A Mahler difere da maioria das outras empresas da categoria, que pelo menos dão chance para seus empregados apresentarem os motivos pelos quais eventualmente chegam atrasados. Boa parte delas até estabelecem um período de tolerância semanal ou mensal, sem punição e sem o desconto do DSR (domingo), porque entendem que eventuais e breves atrasos devem ser avaliados e, conforme o caso, relevados. Afinal, a grande maioria dos trabalhadores e trabalhadoras não se atrasa porque quer ou porque acha bonito. Porém, a direção da Mahler, além de não dialogar, adota a advertência como punição para quem chega atrasado. O patrão não está nem aí se o trânsito estava congestionado porque choveu demais ou porque aconteceu algum acidente, não está nem aí se o ônibus atrasou ou nem passou no ponto, não está nem aí se o trabalhador teve que levar um filho ao médico. Enfim, não está nem aí pra nenhuma situação ou desculpa que o trabalhador tentou lhe comunicar.
Diante desta realidade, a pedido de trabalhadores que se sentiram injustiçados pelo rigor adotado na Mahler, o sindicato está tentando negociar a abertura de mais diálogo com a direção da empresa, o fim das punições por eventuais atrasos e uma alternativa às advertências dadas, como estabelecer um período de tolerância, por exemplo.






