RS tem a maior taxa de sobrevivência de empresas do Brasil

As empresas gaúchas são mais longevas do que as de outros Estados. É o que aponta o estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (17). Em 2017, ano-base do levantamento, das 406,4 mil unidades de negócios ativas no Rio Grande do Sul, entre matrizes e filiais, 355,2 mil já estavam constituídas no ano anterior. Isso resulta em uma taxa de sobrevivência de 87,4%, a maior entre as 27 unidades federativas do Brasil.

O desempenho do Estado fica acima da média nacional, que é de 84,8%. No Brasil, dos 4,8 milhões de estabelecimentos ativos, 4,1 milhões eram sobreviventes. Entre regiões, o Sul possui o melhor índice (86,6%), enquanto o Norte detém a menor taxa de sobrevivência (81%).

Apesar do título de campeão em sobrevivência de empresas, o Rio Grande do Sul teve mais negócios fechados do que abertos durante 2017. Ao todo, o Estado registrou o surgimento de 51,2 mil unidades e o encerramento de 57,9 mil estabelecimentos, entre matrizes e filiais. Isso culminou em um saldo de 6,7 mil companhias a menos durante o período, segundo o IBGE.

Os piores desempenhos no Rio Grande do Sul foram verificados no comércio e na indústria, que tiveram saldo negativo de 5,6 mil e 1,1 mil negócios, respectivamente. Por outro lado, as áreas com maior saldo positivo foram as de atividades profissionais, científicas e técnicas (1.242 empresas a mais) e saúde humana e serviços sociais (884 unidades a mais).

No Brasil, o desempenho geral também foi negativo. O país fechou 2017 com 676,4 mil entradas e 699,3 mil saídas de empresas. Ou seja, o país perdeu 22,9 mil companhias no período.

Número de empresas de alto crescimento é o menor desde 2008
O levantamento ainda mostrou que o número de empresas de alto crescimento no Brasil atingiu o menor patamar desde 2008, quando começou a série histórica. O país possuía, em 2017, 20,3 mil empreendimentos enquadrados nesta categoria, que leva em consideração somente os negócios com expansão anual de, ao menos, 20% no número de empregados por um período de três anos e que tenham 10 ou mais pessoas assalariadas no período inicial de observação.

O Rio Grande do Sul é o quarto Estado brasileiro com mais empresas de alto crescimento, com 3 mil unidades. Na frente dos gaúchos estão apenas São Paulo (12,9 mil), Minas Gerais (4,2 mil) e Rio de Janeiro (3,9 mil).

Fonte: Gaúcha ZH

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