Cerca de 10 mil pessoas participaram do ato de 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora, realizado junto ao Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Entre os participantes estavam trabalhadores e trabalhadoras metalúrgicas da região, entre os quais os da base de Cachoeirinha.
A manifestação, a exemplo de outros atos por todo o Brasil, intensificou a resistência e a luta em defesa da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas diante do golpe em curso no Congresso Nacional. A atividade foi organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, integradas por centrais sindicais, CUT, MST, movimentos sociais e partidos de esquerda. Os pronunciamentos das entidades, intercalados com apresentações culturais, alertaram os trabalhadores sobre as ameaças de retrocessos caso o golpe seja consumado no Senado.
“Conseguimos ampliar a luta e lançamos o dia nacional de atos, protestos, greves e paralisações que será realizado no próximo dia 10 em todo país. Se consumarem o golpe, o bicho vai pegar”, avisou Claudir Nespolo, presidente estadual da CUT, para quem o golpe é pautado pela classe empresarial, que não têm interesse de acabar com a corrupção, mas, sim, acabar com a CLT, os direitos trabalhistas e sociais.
O ato na capital gaúcha reuniu lideranças políticas, entre as quais o arquiteto, ativista argentino e ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1980, Adolfo Péres Esquivel, que vem denunciando no mundo todo o “golpe de Estado” tramado aqui no Brasil. Esquivel destacou a necessidade de união entre os povos da América Latina contra golpes de Estado.
No Brasil, especialmente nas capitais, a classe trabalhadora saiu às ruas e praças para protestar contra o golpismo. A maior concentração foi em São Paulo, no Vale do Anhangabaú, com 100 mil pessoas. A mobilização teve a participação da presidenta Dilma, que anunciou o reajuste do programa Bolsa Família, a correção da tabela do Imposto de Renda e mais investimentos na moradia popular, via programa Minha Casa Minha Vida. Também anunciou a criação de um conselho nacional tripartite do trabalho, que incluirá organizações sindicais, e a ampliação da licença-paternidade de cinco para 20 dias, aos servidores públicos federais. A presidenta disse que, ao contrário dos golpistas, vai ampliar a inclusão social até o último dia de seu governo.








