O Sindicato dos Metalúrgicos de Cachoeirinha realizou assembleia geral 19 de julho e, com votação dos trabalhadores e trabalhadoras, aprovou a proposta patronal encerrando a Campanha Salarial 2018.
Durante assembleia o presidente Marcos Muller resgatou a construção da ideia de Campanha Salarial e não Convenção Coletiva, é prejudicial, pois criou-se a ideia de que o Sindicato negocia apenas valores. ‘’Na nossa CCT existem cláusulas sociais mais valiosas que o dissídio, mas foco dos trabalhadores é sempre na % do aumento’’, comentou.
Após o relato das rodadas de negociação, Muller apresentou a proposta patronal que foi de 2,30% em julho e 3,33 dias de trabalho de abono, referentes a maio e junho. ‘’Somando o aumento + o abono, o trabalhador vai receber ao todo, nos 13 salários do ano, uma diferencia de 2,80%”, explica. (Confira exemplo abaixo). O teto segue sendo R$ 6.000,00.

Em campanha desde a data base em maio, o Sindicato dos Metalúrgicos de Cachoeirinha, junto aos 28 sindicatos filiados a FTM-RS, enfrentou a resistência da patronal em discutir melhorias nas cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O diretor da FTMRS, Milton Aviario, acredita que, em virtude dos tempos de recessão e com uma inflação baixa (1,69%) não condizente com a realidade das pessoas, o resultado foi satisfatório. Em 2017, o objetivo seria que esse ano negociaria na mesa apenas as cláusulas econômicas, porém, com a aprovação da Reforma Trabalhista, muitos direitos consolidados na CLT foram retirados. O Sindicato conquistou a manutenção de todas as cláusulas sociais para a Convenção Coletiva 2018, como o quinquênio, auxílio estudante, entre outros. Será possível conferir a Convenção Coletiva completa no site www.stimeca.org.com assim que homologada no Ministério Público.
Ao longo do mês de junho, o sindicato realizou diversas assembleias nas portas das fábricas para apresentar o andamento da campanha salarial. Ao longo de todo período os metalúrgicos e metalúrgicas da base estiveram mobilizados para o andamento das negociações.
É importante ressaltar que há mais de quatro mil empresas de todo o Rio Grande do Sul negociando junto à mesa e o Sindicato entende que o trabalhador merece, ao sair de uma fábrica e ir para outra, encontrar nela as mesmas condições sociais e econômicas da anterior. “Precisamos do apoio dos trabalhadores (as) para continuar a luta por mais direitos e, assim, trazer mais dignidade à vida da classe metalúrgica”, concluiu.
Contribuição Negocial
Também na assembleia do dia 19 foi aprovada a contribuição negocial de 3% do salário base já reajustado. O desconto dividindo, sendo debitado 1,5% no mês de agosto de 2018 e 1,5% no mês de novembro de 2018. Vale lembrar que essa taxa só será cobrada de não-sócios e pessoas que não pagam o confederativo.









