O ano tem sido de sobe-e-desce para a indústria gaúcha, mas tanto da perspectiva de tempo quanto da setorial, o balanço é positivo. Nos sete primeiros meses do ano, a produção acumula alta de 6,9%, enquanto nos últimos 12 meses chega a 8,4%.
A queda de 2,4% em julho, na comparação com o mês anterior, é mais um desses sobressaltos. Em relação a julho de 2018, avançou 1,8%. No mês, o resultado negativo foi puxado por maus desempenhos em metalurgia e máquinas e equipamentos. Mas é o extraordinário desempenho do segmento de veículos, reboques e carrocerias que segura a gangorra no território positivo. Mesmo os números mais robustos de reação ainda estão longe de uma recuperação sólida em relação aos meses de recessão e estagnação.
A distância em relação ao pico histórico, atingido em outubro de 2013, ainda é de 13,9%. Mas também está 20% acima do fundo do poço, que no caso da indústria gaúcha ocorreu em maio de 2018 – não por acaso, o mês da greve dos caminheiros. Ou seja, tem caminho a percorrer, mas a trajetória já começou.
Fonte: Gaúcha ZH






